quarta-feira, 9 de julho de 2014

A culpa é das estrelas


Fui ver “A Culpa é das Estrelas”, o filme baseado no romance de John Green. Claro que chorei perante a história de amor de dois jovens com doenças terminais. Mas também sorri. Aquela sensação estranha quando os sentimentos se misturam, e estamos a sorrir com as lágrimas a escaparem-se ao mesmo tempo.

E a vida é assim mesmo como retrata o filme, recheada de dramas, e problemas que nos ultrapassam, que nos fazem questionar sobre a pequenez do nosso papel no mundo. Mas a vida também é repleta de momentos que fazem a diferença, que nos fazem sentir bem, amados e felizes. Cabe a cada um de nós escolher o que valoriza mais no dia-a-dia. É impossível não pensarmos no nosso pequeno infinito, mas também não devemos deixar de pensar no que podemos fazer para que a nossa vida faça sentido.

Com um guião repleto de metáforas inteligentes, e entre tantas coisas que poderia dizer deixo-vos apenas uma das frases que achei fabulosa e uma das músicas da banda sonora que é também excelente.

"As vezes o universo quer ser notado." É nisso que eu acredito. Acredito que o universo quer ser notado. Acho que o universo é, questionavelmente, tendencioso para a consciência, que premia a inteligência em parte porque gosta que sua elegância seja observada. E quem sou eu, vivendo no meio da história, para dizer ao universo que ele, ou a minha observação dele, é temporária?




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