quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Fluir

Às vezes o nosso mundo ultrapassa-nos. Somos engolidos pelas dificuldades do dia-a-dia, pelas incompreensões de quem nos rodeia e pelas injustiças que se cometem em nome de caprichos pessoais.

Gostaria de um dia poder dizer que a vida é linda, absolutamente mágica e infinitamente feliz.

Mas diariamente há doses de coisas boas e coisas más. No meio das tempestades aparecem portos de abrigo, infinitamente reconfortantes. Assim, como no meio das alegrias aparecem lampejos de infelicidades aos quais não se fica alheia.

A vida é isto mesmo, uma sucessão de momentos, maiores, menores e infinitos no tempo em que duram. Mas Tudo passa. Absolutamente tudo. Seja o que for que se está a viver. Nada, absolutamente nada na vida é definitivo.

Às vezes viver é ficar sossegada, à espera que o momento passe, deixar fluir e acreditar fim tudo irá fazer sentido. 

Pegadas na areia


Uma noite eu tive um sonho.
Sonhei que estava a andar na praia com o Senhor
e através do Céu passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados
dois pares de pegadas na areia;
Um era meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou
Diante de nós, olhei para trás, para as pegadas
Na areia e notei que muitas vezes, no caminho da
Minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também, que isso aconteceu nos momentos
Mais difíceis e angustiosos do meu viver.
Isso entristeceu-me deveras,
e perguntei então ao Senhor.
"- Senhor, Tu disseste-me que, uma vez
que eu te resolvi seguir, Tu andarias sempre
comigo, todo o caminho, mas notei que
durante as maiores atribulações do meu viver
havia na areia dos caminhos da vida,
apenas um par de pegadas. Não compreendo
porque nas horas que mais necessitava de Ti,
me deixastes."
O Senhor respondeu-me:
"- Meu precioso filho. Eu te amo e
jamais te deixaria nas horas da tua prova
e do teu sofrimento.
Quando vistes na areia, apenas um par
de pegadas, foi exatamente aí que EU,
nos braços...Te carreguei."


(Autor desconhecido)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Recomeço


Home sweet home


Gosto de abraços calorosos sem tempo definido, qual porto de abrigo que nos resguarda do mundo
Gosto dos miados da gata a contar as suas desventuras diárias e dos mergulhos aos meus pés para recolher a sua dose de festas

Gosto do cheiro dos cozinhados, do tilintar dos tachos e da magia dos condimentos.

Gosto do calor do forno e do aroma do bolo de chocolate a flutuar pelo ar
Gosto das gargalhadas e dos beijos lambuzados que só os filhos sabem distribuir

Gosto dos brinquedos desmaiados pelo cansaço do uso que tiveram, dos jogos de tabuleiro que nos arrebatam em noites de competição e dos desafios e ainda estão por resolver
Gosto de música, sempre de música, em diferentes volumes e em diferentes ritmos para acompanhar o ânimo do momento

Gosto de saltar e pular como se não houvesse amanhã e o reumático estivesse a anos-luz de se revelar
Gosto de velas, de todos os tamanhos e todas as cores, do tremeluzir da chama e do brilho que dão aos olhares

Gosto de estar á lareira, do crepitar das chamas, e do cheiro da madeira com um chá e um livro por companhia
Gosto do espelho embaciado pelo uso do duche, do cheiro do gel que banho que nos desnudou dos cansaços do dia e do tilintar da escova de dentes a bater no copo

Gosto dos lençóis lavados e engomados acabadinhos colocar na cama cheia de almofadas num convite ao descanso
Tudo pormenores. Tudo pequenas grandes coisas. Mas são estas que transformam uma casa num lar. E disso eu gosto mesmo muito.

Se eu não te amasse tanto assim


Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
 
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Os lobos

Um menino foi ter com o seu avô e contou-lhe o quanto estava zangado com o seu amigo. O avô sentou-o no seu colo e calmamente falou com ele:

“Sabes eu também já me zanguei algumas vezes. Fiquei com raiva e até com odio por me terem magoado e não mostrarem qualquer arrependimento pelo que fizeram. Mas descobri que isso só me fazia mal a mim. O que eu sentia era uma coisa minha, dentro de mim, como se fosse um veneno que me estava a fazer mal mas não afetava os outros”

E continuou afalar com o seu neto:

“Às vezes é como se tivéssemos dois lobos dentro de nós. Um deles é bom e não nos magoa, vive em harmonia com todos ao redor. Este lobo só luta quando tem a certeza que é a única alternativa, e fá-lo de uma maneira correta.”

“ Mas também temos um lobo mau, cheio de raiva. Até as pequenas coisas o irritam e o deixam furioso. Zanga-se com todos e luta por qualquer coisa, muitas vezes até sem motivo.”

“Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de nós, porque ambos tentam dominar-nos!”

O menino muito espantado, pergunta ao avô como se consegue dominá-los e qual deles é o vencedor. O avô sorriu-lhe e respondeu-lhe:

“Vence sempre aquele que alimentamos”

“Quando estiveres com o teu amigo tenta perceber as razões dele. O odio não deve vencer as coisas boas que a vossa amizade te trás.” 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Apego vs Amor

“O apego é o oposto do amor.
O apego diz: ‘Eu quero que você me faça feliz.
O amor diz: ‘Eu quero que você seja feliz.”

(Jetsunma Tenzin Palmo)